Superdotados Desenvolvem Suas Habilidades Sozinhos?

Indivíduos que apresentam características de inteligência acima da média, concomitante ao diferencial de inteligência, podem apresentar também dificuldades de adaptação ao ambiente em que estão inseridos, bem como dificuldades que demonstram certas inadequações pessoais, observadas, notadamente, nas escolas no convívio com outros estudantes e com professores que encontram dificuldades em compreender a maneira diferenciada com que esses indivíduos constroem e expressam seus conhecimentos e sua inteligência.


Desse modo, pesquisas apontam que essas dificuldades do ambiente em lidar com os indivíduos que apresentam indicadores de inteligência acima da média, têm contribuído significativamente para o fortalecimento de alguns dos mitos que circundam esta área.

Como exemplos desses mitos encontramos a ideia de que o superdotado tem recursos suficientes para desenvolver suas habilidades por si só, não sendo necessária a intervenção do ambiente.

Ou mesmo a afirmação de que as pessoas com um potencial superior são “imunes” a qualquer desajuste emocional ou social, e não necessitam, portanto de nenhum apoio de natureza afetiva por parte da escola, família ou comunidade. Além de outros conceitos errôneos de que o estudante com superdotação, inevitavelmente, apresenta, problemas emocionais e sociais ao longo do seu desenvolvimento.

Avaliamos que esses conceitos acabam por criar um estereótipo do superdotado distante, antes de tudo, da condição de ser um indivíduo passível às influências do meio em que está inserido.

Além disso são pessoas como quaisquer outras e, sendo assim, necessitam de cuidados para evoluir. Esses indivíduos, especialmente na infância, precisam de amor, segurança, desafio, autodeterminação, respeito, orientação, acolhimento/apoio daquelas pessoas que convivem com elas para que possam se desenvolver de maneira apropriada.

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